Estava fazendo muito frio naquela noite, para falar a verdade eu nunca senti tanto frio. Eu já estava toda aquecida com os meus 3 edredons, quase dormindo quando eu escuto a campanhia. Vou ver quem é ou continuo deitada aqui no quentinho? Quentinho, claro. Afinal, não deve ser ninguém de importante, já são quase 1:00 da manhã. A campanhia toca de novo, de novo… Mais uma vez, mais outra. Tudo bem, vou lenvantar e olhar na janela quem é, não custa nada, não é? Assim que eu tirei todos os edredons de cima de mim por um momento eu achei que iria congelar. Levantei, abri a janela, mas não consegui enxergar nada, estava muito escuro. Forcei um pouco a vista e gelei, não por causa do frio, mas sim por causa do que eu estava vendo, aliás, por causa de quem eu estava vendo, bem ali, em frente a minha casa. Ele estava lindo, não tem nem como descrever, lindo e tremendo de frio. Ele disse o meu nome e mais alguma coisa que eu não prestei atenção, ainda não estava acreditando que ele estava ali. Ele disse o meu nome de novo, só que dessa vez mais alto. Voltei para a realidade. “Vem aqui, vou morrer de frio”, foi o que ele disse 2 vezes e eu não ouvi na primeira. Sai correndo para abrir a porta e de repente eu já estava nos braços dele. Eu lembro exatamente as suas palavras: “Eu tava morrendo de saudades, não aguentava mais ficar longe de você, e como tá muito frio e eu sei que você é muito friorenta, eu vim ficar com você”. Eu apenas consegui sorri. Nós entramos e você ficou a noite toda comigo, conversamos, brincamos, nos beijamos, conversamos mais e eu já nem lembrava mais do frio. E você me fez uma promessa: Nunca mais ir embora, ficar aqui comigo pra sempre. Então eu dormi, com os seus braços envolta de mim. E quando eu acordei, não te encontrei aqui. Foi apenas um sonho, claro.
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